
O ex-ministro da Fazenda e da Educação, Fernando Haddad, e a ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, cumpriram agenda política de pré-campanha nesta terça-feira (16) em Santa Gertrudes. Os políticos se reuniram com membros da Associação Paulista das Indústrias Cerâmicas (Aspacer) em uma reunião fechada, onde ouviram as demandas do setor. O principal foco das discussões, segundo o próprio ex-ministro, foi o gás natural, que representa uma parcela significativa dos custos de produção do setor cerâmico. Em coletiva de imprensa realizada após o encontro, Haddad e Tebet comentaram sobre o cenário político e econômico.
Ao ser questionado sobre as pesquisas eleitorais que apontam um empate técnico na Grande São Paulo e uma desvantagem no interior em relação ao atual governador Tarcísio de Freitas, Fernando Haddad minimizou a diferença. “Há duas observações; A primeira que, em relação à última Big Data, a distância caiu consideravelmente. Caiu 5% em pouco mais de 30 dias. Se continuar nesse ritmo, ele vai ter problemas na próxima pesquisa. E segundo, não é verdade que os prefeitos estejam satisfeitos com o Tarcísio. Não é verdade. Infelizmente, eu diria. Porque eu e a Simone, que me acompanha aqui nessa incursão do interior, nós compreendemos, até porque fomos prefeitos, o papel das municipalidades no desenvolvimento local e no bem-estar social. Se você não faz parceria federativa, você não chega na ponta. Você precisa do prefeito”, disse Haddad.
Para o ex-ministro, o governo Tarcísio não é um governo que esteja entregando para a população os serviços básicos. “Não vejo isso acontecer. Então, nós vamos esclarecer. E a medida do que o tempo passar, quando a população se ligar na eleição, começar a prestar atenção nos argumentos, nós vamos ter muito debate de alto nível pela frente. Vamos discutir ideias, críticas e sugestões”, completou.
Já Tebet, que foi senadora pelo Mato Grosso do Sul, detalhou os motivos que a levaram a buscar a pré-candidatura ao Senado pelo estado de São Paulo, destacando a recepção de suas propostas econômicas. “Eu fui candidata a Presidência da República e, surpreendentemente, o estado que mais entendeu as minhas propostas e que, proporcionalmente, mais me deu votos foi, disparado, o Estado de São Paulo. Isso de alguma forma me deu legitimidade para vir com cabeça erguida, com muita humildade, me apresentar a São Paulo”, destacou.







