
No último sábado (26) a Associação Mães Atípicas Débora Cassimiro completou um ano de atividades. Fundada em razão da morte de Débora Iane da Silva Cassimiro – mãe do garoto Miguel Cassimiro, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA) de nível 2 de suporte —, a entidade surgiu a partir da iniciativa da avó da criança, Irranúzia Maria da Silva, conhecida como Núzia Maria, com o intuito de apoiar famílias que vivenciam a maternidade atípica.
A instituição tem atuado no acolhimento de mães e responsáveis por crianças com neurodivergências e deficiências, promovendo ações comunitárias, orientação e redes de apoio mútuo no município. Segundo a presidente e fundadora da organização, a iniciativa buscou converter um momento de luto em assistência comunitária. “Diante de uma experiência dolorosa, o objetivo foi transformar a dor em força para que outras mães e famílias não precisassem enfrentar sozinhas os desafios da caminhada atípica”, afirma Núzia Maria.
Mesmo sem contar com uma sede própria, a associação realizou diversas atividades ao longo de seu primeiro ano de existência. A programação incluiu rodas de conversa, encontros periódicos, momentos de convivência e a realização da Caminhada Autística em abril, voltada à conscientização sobre o autismo e à defesa de direitos socioassistenciais.

No âmbito da assistência social e da saúde, a entidade promoveu a distribuição de cestas básicas, leite e outros itens essenciais para famílias em situação de vulnerabilidade econômica. Além disso, por meio de parcerias com profissionais da área médica, a instituição viabilizou atendimentos psiquiátricos gratuitos para crianças carentes, com o apoio do psiquiatra Rodolfo Lacerda.
A diretoria da Associação Mães Atípicas Débora Cassimiro é composta por Núzia Maria na presidência, Mirlei na vice-presidência, Darliane Miranda na secretaria e Tatiana Barbosa na tesouraria. A atuação da entidade apoia-se em parcerias locais, incluindo profissionais de saúde da Clínica Voar, voluntários e apoiadores do setor público, como o vereador Washington dos Vasos e sua assessoria.
“Neste primeiro ano, a Associação Mães Atípicas Débora Cassimiro também reconhece e agradece a todos que têm contribuído para que esse trabalho se desenvolva”, enfatizou Núzia.

A presidente ressalta que o foco principal da entidade permanece na ampliação do atendimento e no fortalecimento do suporte emocional e prático às famílias assistidas. “A meta é continuar alargando as nossas tendas, garantindo acolhimento, escuta e uma rede fortalecida para buscar mais respeito, dignidade e inclusão”, destaca a fundadora ao fazer o balanço do primeiro ano de atuação da organização.
DADOS
Conforme já noticiado no portal SGon, os dados do Censo 2022: Composição Domiciliar apontam que 5.2% da população de Santa Gertrudes possui alguma deficiência, o que representa 1.191 habitantes com dois anos ou mais. Além disso, foram identificados 276 indivíduos (1.2%) com algum grau do Transtorno do Espectro Autista (TEA), dados coletados pela primeira vez pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).







