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É ruim que a Geração Z faça menos sexo que outras? Especialistas explicam

Nos últimos anos, uma série de pesquisas trouxe um tópico muito relevante para a mesa de discussões de sexólogos, educadores e psicólogos: a Geração Z, composta pelas pessoas que nasceram entre 1995 e 2010, faz menos sexo do que as que vieram antes.

Muito mais individualistas e cronicamente on-line do que os millennials, que vieram imediatamente antes deles, as pessoas da Geração Z tendem a sofrer para conseguir conexões profundas e físicas, já que passam suas vidas nas redes sociais e aplicativos. Essas não são, no entanto, as únicas explicações para o apagão sexual entre os jovens.

A sexóloga e membro da Associação Brasileira dos Profissionais de Saúde, Educação e Terapia Sexual (Abrasex) Tamara W. Zanotelli defende a tese de que, com mais acesso a uma educação sexual de qualidade, a Geração Z é capaz de tomar decisões melhores e mais conscientes.

“Eu também acredito que a questão da educação sexual melhorou muito, mas isso também traz para nós mais consciência sobre o consentimento, sobre escolha, e sem contar que a gente vive numa era onde as preocupações financeiras pesam muito. Isso pode fazer com que a gente adie relacionamentos sérios”, afirmou em entrevista à CNN.

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Edição de 29 de maio