
Há poucos dias, o preço do ouro subiu a US$5.000 por onça pela primeira vez na história. Uma vez que a avassaladora maioria do ouro no planeta é destinada a fins de investimento (e não industriais, por exemplo), esse recorde revela uma verdade incômoda: a incerteza impera no momento.
Se o futuro próximo é um mistério, o distante é mais indecifrável ainda. Portanto, pautas como o desenvolvimento socioeconômico da juventude são escanteadas. De maneira global, as estratégias das autoridades para o tema são insuficientes em quantidade e qualidade. A juventude, quando mencionada, é quase sempre tratada como agente passivo, vítima das escolhas errôneas das gerações passadas (verdade) e um grupo que deve ser salvo pelos outros (falso).
O nexo de qualquer política para a juventude tem de ser a autonomia. Estimular a autonomia estrategicamente, através de ambientes controlados e com apoio forte, é a chave para a formação adequada dos gestores do amanhã. Como escrevo sempre, é uma tarefa compartilhada do setor público e privado.
No que cabe ao setor privado, por exemplo, a redução drástica das tarefas mecânicas e repetitivas, características dos postos de trabalho de entrada, é uma oportunidade excelente para reorientar a inserção e treinamento de jovens sob eixos mais voltados para a análise e julgamento de dados e decisões. As organizações privadas, de longe as maiores empregadoras.







