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Revista Baderna ganha Prêmio Mutante na categoria Newz

Pelo terceiro ano consecutivo, publicação independente Baderna ganha o Prêmio Mutante, desta vez na categoria Mutante Newz
Pelo terceiro ano consecutivo, publicação independente Baderna ganha o Prêmio Mutante, desta vez na categoria Mutante Newz

A cena cultural independente do interior paulista segue em festa. Ainda ecoam as celebrações do Prêmio Mutante, realizado no último sábado (7), na Cervejaria Blacaman, em Campinas. Desta vez, o jornalista Lourenço Favari subiu ao palco para receber o troféu na categoria Mutante Newz, pela revista Baderna, consolidando a relevância da publicação na curadoria de conteúdo artístico e comportamental.

Esta é a terceira vez que a publicação é reconhecida pelo prêmio promovido pela Rádio Mutante. Com um histórico de criação, reflexão e prvocação, a Baderna já havia sido premiada nos últimos dois anos nas categorias Invenção e Media, provando que sua mistura de temas e formatos possui fôlego renovado a cada ciclo.

RESISTÊNCIA NO PAPEL

Fruto de uma parceria com o Refúgio Cultural e Estúdio Katharsis e elaborada pelo selo independente Cacto Edições, a Revista Baderna aposta no formato impresso como um manifesto de permanência em uma era dominada pelo efêmero digital.

“Uma baita alegria o reconhecimento deste projeto que caminha impresso em terras digitais”, celebrou Favari, editor da publicação.

Desde sua criação, em julho de 2023, a revista se dedica a mapear a efervescência cultural que muitas vezes escapa dos grandes eixos. O foco é a produção brasileira, com olhar atento ao interior de São Paulo, reunindo resenhas, críticas e reportagens que conectam música, teatro, cinema, quadrinhos, política e comportamento.

O jornalista Lourenço Favari é editor da Baderna
O jornalista Lourenço Favari é o editor da Baderna

ORIGEM DO NOME

Mais do que um título sonoro, “Baderna” carrega um peso histórico. O nome é uma homenagem a Anna Maria Baderna, a prima ballerina italiana que, ao chegar ao Brasil no século XIX, ousou misturar o rigor do balé europeu com a ginga e os ritmos das danças dos escravizados.

A ousadia da artista não passou impune pela aristocracia da época, que transformou seu sobrenome em sinônimo de confusão e desordem. “Tentei resgatar seu trabalho, importância e enfrentamento. Também quis homenagear a Coleção Baderna, da editora Veneta, que com suas publicações, ressignificou o nome da artista no país”, explica Favari, reforçando o papel da revista como um espaço de resistência e resgate histórico.

Evento de premiação aconteceu na Cervejaria Blacaman, em Campinas, e reuniu produtores culturais do Estado de São Paulo
Evento de premiação aconteceu na Cervejaria Blacaman, em Campinas, e reuniu produtores culturais do Estado de São Paulo

O QUE VEM POR AI

Para os entusiastas do papel e da boa leitura, as notícias são animadoras. O editor adiantou que o trabalho não para: uma nova edição da Revista Baderna deve chegar às ruas em breve, prometendo apresentar a produção efervescente da cena independente.

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