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Banda Ninguém entra em estúdio para gravar primeiro disco

Trio Ninguém está em processo de gravação do primeiro disco, que conta com participação especial de Juliana Joia
Trio Ninguém está em processo de gravação do primeiro disco, que conta com participação especial de Juliana Joia

O trio pós-punk dançante Ninguém prepara o lançamento do seu primeiro EP intitulado “Ninguém é perfeito”, que contará com sete faixas. Os trabalhos de gravação do disco acontecem no Sub Estúdio, localizado em Rio Claro. O trabalho conta ainda com a participação especial de Juliana Joia, que empresta sua voz ao projeto.

A assinatura estética do projeto segue a linha minimalista característica do grupo, tanto na construção musical quanto na composição lírica. A produção do disco é assinada em parceria entre o próprio integrantes da banda e o produtor Alonso, mantendo a autonomia criativa que define a identidade do trio.

IDENTIDADE

Formada por três músicos com fortes vínculos com Santa Gertrudes, a Ninguém traz em sua formação Murilo, na guitarra e voz; Zezagerado na bateria e voz; e Du no Baixo.

O baterista Zezagerado e o baixista Du nasceram e cresceram no município, enquanto o guitarrista Murilo também residiu na cidade durante um período de sua vida. Essa bagagem compartilhada se reflete na dinâmica e nas referências do trio.

CONCEITO

"Ninguém é perfeito" é o título do trabalho que está sendo produzido no Sub Estúdio, em Rio Claro
“Ninguém é perfeito” é o título do trabalho que está sendo produzido no Sub Estúdio, em Rio Claro

Musicalmente, o grupo se alicerça na premissa de desenvolver canções com o mínimo de acordes possível, em alinhamento direto com a estética punk original — mesmo quando há sobreposição de camadas sonoras. No aspecto verbal, a simplicidade também impera. As letras, creditadas coletivamente à própria banda, trazem combinações enxutas de versos baseados em situações banais observadas no cotidiano.

O emprego dessas premissas procura evidenciar a possibilidade de progressão de sentidos a cada audição, deixando a interpretação final a cargo do repertório de cada ouvinte.

Para preservar essa liberdade de interpretação, os integrantes evitam fornecer versões “oficiais” sobre o significado de suas composições em entrevistas. Em vez disso, adotam uma postura lúdica, recorrendo a histórias fantásticas que contextualizam personagens reais de Santa Gertrudes em situações inusitadas — como missões espaciais e cenários de guerra —, além de citarem o l Manifesto Ninguém Sabe Cantar para guiar o público. Importante destacar que o manifesto nunca foi efetivamente escrito, funcionando como uma diretriz conceitual para o grupo.

Embora a banda priorize a multiplicidade de interpretações para a sua obra, os músicos estabelecem um limite claro para a recepção de sua arte: rejeitam publicamente qualquer leitura que associe o trabalho do trio a ideais propagados pela extrema-direita ou a discursos de preconceito e discriminação, classificando tais entendimentos como inadequados à proposta do grupo.

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